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Cofecon e Corecons alertam para golpe que usa falsa exigência técnica para liberar crédito

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Da Redação com Cofecon. 17 de janeiro de 2026
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O Conselho Federal de Economia (Cofecon) e os Conselhos Regionais de Economia (Corecons) emitiram alerta sobre uma nova modalidade de golpe financeiro que utiliza indevidamente o nome do sistema profissional para conferir aparência de legalidade a fraudes envolvendo operações de crédito.

Segundo o comunicado, criminosos têm informado vítimas de que a liberação de empréstimos ou financiamentos dependeria da apresentação de uma suposta “análise mercadológica” vinculada ao CNAE da empresa ou atividade econômica. O documento, de acordo com os golpistas, precisaria ser registrado ou validado pelo Cofecon, condição que não existe no ordenamento normativo da autarquia.

O Conselho Federal esclarece que não realiza registro, homologação ou validação de análises mercadológicas, estudos por CNAE, laudos econômicos ou documentos semelhantes, tampouco exige qualquer procedimento dessa natureza para operações de crédito. A exigência é fictícia e integra uma estratégia fraudulenta destinada à obtenção de pagamentos indevidos.

A prática costuma iniciar com contatos feitos por aplicativos de mensagens, nos quais os criminosos se apresentam como representantes de instituições financeiras ou intermediários de crédito. Após oferecerem condições vantajosas, como juros abaixo do mercado e liberação rápida de recursos, passam a exigir o cumprimento da suposta obrigação técnica. Quando a vítima informa não possuir o documento, os fraudadores se oferecem para “intermediar” sua obtenção, cobrando valores sob o pretexto de taxas ou registros junto ao Cofecon.

Os conselhos alertam que também vêm sendo citados certificados, pareceres e validações inexistentes, bem como exigências sucessivas, mesmo quando a vítima apresenta estudos legítimos. Trata-se, segundo o sistema profissional, de uma simulação de burocracia regulatória sem qualquer respaldo legal.

Diante de situações desse tipo, a orientação é buscar diretamente o Corecon do respectivo estado, responsável pela fiscalização do exercício profissional, ou contatar o Cofecon por seus canais oficiais. Em caso de prejuízo financeiro, recomenda-se registrar ocorrência policial e comunicar a instituição financeira envolvida.

O Cofecon e os Corecons afirmam que têm reforçado ações de orientação e cooperação com autoridades para conter o uso indevido do nome das entidades e proteger a sociedade contra fraudes que exploram a credibilidade da profissão de economista.

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