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Tenente Davi é cotado para assumir subsecretaria para implementação das Escolas Cívico-Militares

Da redação (Justiça Em Foco) com Carla Castro de Nóbrega. - quarta, 02 de janeiro de 2019
 

BRASÍLIA - A promessa de campanha, feita por Jair Bolsonaro, de implantar escolas cívico-militares ganha mais força após o Ministro da Educação, Ricardo Vélez, anunciar que irá criar uma subsecretaria destinada, exclusivamente, ao tema. A iniciativa tem como foco transformar a administração das escolas públicas municipais que se interessarem em aderir ao novo projeto de administração cívico-militar.

Exemplos bem-sucedidos desse modelo já foram implantados no Amazonas e em Goiás, em localidades dominadas pelo crime organizado. Nessas zonas, a Polícia Militar, literalmente, tomou a escola melhorando o ensino, a assiduidade, o desempenho e o interesse dos alunos nesses estados. Rapidamente os policiais viraram uma referência para os jovens daquelas comunidades que só possuíam exemplos ligados ao crime.

Nessa linha de raciocínio, a proposta defendida pelo Tenente Davi está de acordo com essa iniciativa, porque é uma expansão pensada, articulada com as comunidades, com a gestão pré-existente, com professores, pais e alunos. A ideia é formar um modelo que seja aplicável e customizável às diferentes realidades por todo o Brasil, proporcionando escolas públicas de qualidade com vistas à erradicação da evasão escolar, da violência, da indisciplina e do baixo desempenho escolar. A gestão militar entraria no contexto do aprendizado para retomar valores morais e éticos importantes como civismo, patriotismo, disciplina e respeito. Caso o protótipo seja bem-sucedido, o projeto pode se tornar uma referência nacional em educação a baixo custo.

O Tenente que, assim como Bolsonaro, é paraquedista, possui 30 anos nas fileiras do Exército Brasileiro e procura dar sua contribuição para melhorar a Educação Básica no Brasil, pois acredita que formar cidadãos bem esclarecidos é a principal política pública que um governo deve realizar. Bolsonaro já havia apoiado, publicamente, a ideia do Tenente Davi de implementar a gestão cívico-militar nas escolas do Distrito Federal. Em vídeo gravado durante a campanha, Jair Bolsonaro aparece ao lado do Tenente Davi defendendo o projeto.

As ideias são complementares, pois o projeto do tenente está totalmente de acordo com o modelo anunciado por Vélez. Afinal, ele pressupõe a adesão voluntária das unidades de ensino e um planejamento de expansão em todos os estados da federação. Além disso, a proposta se integra à retirada de ideologias marxistas dos centros de ensino. Por isso, o Tenente Davi é um nome cotado para assumir essa subsecretaria, revelou ao site Justiça Em Foco uma fonte do novo governo, que pediu para não ser identificada.

Esse modelo, de acordo com o Ministro da Educação, não significa militarizar as escolas e nem implementar, de imediato, a cobrança de mensalidades. Porém, ele não descarta a possibilidade de se instituir uma contraprestação que irá variar conforme a renda da família do aluno. A nítida vantagem de possuir uma escola nesses moldes é o resgate da disciplina, do civismo e a excelência na gestão, já comprovada, pelas escolas militares e cívico-militares por todo Brasil.

Em pronunciamentos recentes à imprensa o Tenente Davi afirmou que “a administração militar em algumas escolas públicas seria um ponto chave para transformar o referencial da juventude de locais marginalizados. O jovem de comunidade carente enxerga no crime o seu futuro, as escolas com administração cívico-militar no Amazonas e em Goiás foram extremamente bem-sucedidas em mostrar para os jovens que há alternativas. Nesses estados houve uma melhora substancial no ensino, na assiduidade e no desempenho dos alunos. Implementar esse modelo é alavancar o nível de aprendizado no momento mais significativo da vida estudantil: o ensino básico e médio”.

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