24 de maio de 2024

Biogás em Goiás

A operação, no valor de até R$ 11,8 milhões, vai aumentar a geração do biogás a partir da utilização da vinhaça, que é o produto proveniente do licor de fermentação do álcool de cana-de-açúcar.                                                                                        
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai conceder financiamento suplementar para a empresa Albioma Codora Energia implantar uma linha de produção de biogás na usina de cogeração de Goianésia/GO. A operação de suplementação, no valor de até R$ 11,8 milhões, juntamente com o financiamento original, de R$ 13,3 milhões, vai aumentar a geração do biogás a partir da utilização da vinhaça, que é o produto proveniente do licor de fermentação do álcool de cana-de-açúcar. A modernização da usina ocorre no âmbito do Finem Fundo Clima, com os recursos do Banco representando 83% do investimento total do projeto (R$ 30,4 milhões).

A Albioma Codora iniciou a produção de energia com o bagaço da cana no ano 2011, e em 2015 incorporou a utilização da palha no processo. Com o projeto, a vinhaça passa a ser mais um insumo para a geração de energia. A expectativa é que o projeto incremente a exportação de energia na usina de Goianésia em 22 GWh, devendo a produção total chegar a 200 GWh sem aumento da capacidade instalada. A energia suplementar será destinada aos mercados regulado e livre.

A produção de eletricidade e biometano é considerada energia limpa, pois reduz a emissão do metano orgânico e do gás carbônico na atmosfera. O baixo impacto climático torna lucrativa a atividade de processar resíduos. O biometano emite 85% menos gases de efeito estufa do que o diesel, por exemplo. Isso faz com que esse biocombustível tenha uma das menores pegadas de carbono, o que o posiciona como um produto importante na nova matriz energética sustentável.

A operação financiada pelo BNDES contempla serviços técnicos especializados, obras civis e instalações. Serão realizadas ações como terraplanagem, escavação de tanques para vinhaça, construção de prédio, arruamento e bases para instalações. Os equipamentos, por sua vez, incluem bombas de abastecimento e recirculação, secador, queimador de biogás, itens de laboratório, flare, separador de espuma, válvulas dentre outros.

Sobre a Albioma Codora - A Albioma Codora Energia, controlada pela Albioma Participações do Brasil Ltda, é uma das empresas do grupo Albioma. De origem francesa, o grupo atua como produtor independente no setor de energias renováveis. Seu portfólio de projetos contempla, principalmente, usinas de energia a base de biomassa de cana-de-açúcar e solar. A Albioma possui 12 unidades de cogeração distribuídas entre Brasil, Ilhas Reunião, Guadalupe, Martinica e Ilhas Maurício, além de unidades de geração de energia solar. Em 2013 iniciou sua atuação no Brasil, sendo o país sua prioridade por ser o maior produtor de etanol do mundo com grande potencial de cogeração a partir dos rejeitos da cana de açúcar.

Sobre Finem Fundo Clima - O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima que garante recursos a projetos e a financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas. O Fundo Clima possui Energias Renováveis como um dos seus nove subprogramas, para apoio ao desenvolvimento tecnológico e à cadeia produtiva do setor de energias renováveis.

Ronaldo Nóbrega, colunista do "Poder em Foco", experiência de mais de 25 anos como jornalista e memorialista. Em sua trajetória profissional, atuou como consultor no TSE por 12 anos, representando um partido político. Entre suas contribuições, destaca-se a Consulta 1.185/2005, que questionou a aplicabilidade da Regra da Verticalização. Esse questionamento iniciou um intenso debate entre o Judiciário e o Congresso Nacional, culminando na Emenda Constitucional nº 52/2006. A emenda proporcionou maior autonomia aos partidos políticos ao eliminar a obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas. Sua influência nesse debate é reconhecida e mencionada na 27ª edição da obra "Direito Constitucional Esquematizado", escrita por Pedro Lenza e publicada pela Editora Saraiva em 2023.