21 de Fev de 2020

Por sugestão do Major Vitor Hugo, Bolsonaro avaliará criação do comando Conjunto de Operações Especiais das Forças Armadas

Por Ronaldo Nóbrega

BRASÍLIA - A ideia do Líder do Governo pretende criar um Comando Conjunto entre as três forças brasileiras: Exército, Marinha e Aeronáutica. Esse comando ficaria sob a jurisdição do Ministério da Defesa e envolveria tropas especializadas para missões específicas. 

O assunto merece ser levado em consideração após a morte do general iraniano (02/01), Qassem Soleimani. O ataque, comandado por Donald Trump, deve gerar represálias por parte do Irã, país que possui um histórico de atentados contra aliados dos EUA, como os que aconteceram em Buenos Aires na década de 1990.

Após a grande aproximação do Brasil com os EUA, não é prudente negar que a ameaça terrorista é uma preocupação brasileira, já que o terrorismo possui tentáculos em todas as partes do mundo. Portanto, a criação do Comando Conjunto de Operações Especiais parece uma atitude sensata a ser tomada pelo Presidente Jair Bolsonaro. 

De toda forma, o deputado Maj. Vitor Hugo já protocolou um documento oficial com a proposta. A Indicação nº 1325 /2019, endereçada ao Presidente da República, foi apresentada em novembro e aguarda parecer do Ministério da Defesa. 

O deputado, que é líder do Governo na Câmara dos Deputados e Major do Exército Brasileiro, conhece bem a estrutura dos órgãos de defesa e destaca que a aproximação brasileira como Aliado Extra OTAN demanda um comando integrado de operações especiais para dar uma resposta rápida a qualquer ameaça ao Estado Brasileiro.

Detentor de voz ativa dentro do Exército e do Governo, Major Vitor Hugo já havia afirmado que enviaria outra indicação ao Presidente para que ele incluísse as mulheres no Serviço Militar Obrigatório. Essa inclusão total e irrestrita seria uma forma de integrar mais as mulheres dentro das Forças Armadas.

Atualmente há uma quantidade cada vez maior de oficiais e praças femininas no Exército, Marinha, Aeronáutica, nos Corpos de Bombeiros e Polícias Militares Estaduais. Nesse sentido, a exigência do Serviço Militar retiraria as mulheres do Art. 143, § 2º, da CF: “As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.”.

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