16 de Nov de 2019

Resenha da obra: O Guia Definitivo do Marketing Jurídico

 

Na ocasião do evento da Fenalaw, ocorrido em São Paulo, em outubro deste ano, pude acompanhar e constatar um pouco mais sobre as novas tendências da advocacia. Diversos expositores, em geral, relacionados à aplicação de novas tecnologias em nossa profissão. Um evento rico e proveitoso. Porém, confesso que senti falta de expositores sobre sites, jornais e revistas de notícias e conteúdo de Direito, como havia em outras edições. Pois bem... Dentre as visitas e conversas com os expositores, conheci o Alexandre Motta. O profissional tem uma coluna no Migalhas sobre Marketing Jurídico (a qual acompanho), dois livros sobre o tema publicados, e uma firma de consultoria. Conversando com ele, adquiri sua última obra: O Guia Definitivo do Marketing Jurídico. É justamente sobre ela que irei expor neste espaço.

Logo em sua capa, o livro destaca: “Como implementar na prática ações éticas e rentáveis em seu escritório jurídico”. A obra se encontra conforme o Novo Código de Ética da OAB e tem o prefácio de Luiz Flávio Borges D’Urso.

Em seu primeiro capítulo, o autor nos dá uma chacoalhada. Reflete sobre nossa personalidade e nos desafia a ler a obra inteira. Senti-me, assim, desafiado. E, portanto, me dediquei à leitura de todo seu conteúdo. Trata-se de linguagem simples e objetiva. Com isso, não levei muito tempo e pude apreciar cada passagem com a atenção que lhe é devida.

Em seguida, o autor destaca a importância de tirar as ideias do papel e concretizá-las na realidade. E sintetiza: “pare de achar que a concorrência é ‘sortuda’ e de culpar a falta de dinheiro e de tempo pela falta de proatividade interna. Assuma definitivamente a vontade de estruturar, crescer e potencializar seu mercado e seu futuro mega escritório”.

Adiante, releva a necessidade de se migrar do “advogado romântico” para o “advogado empresário”. Hoje, apesar de todas as críticas e elogios, deve-se buscar se tornar um “novo advogado”, um legítimo “empresário jurídico”, para a nova era do “business jurídico”.

Então, visto essas disposições até o momento, cabe agora trazer a definição de marketing jurídico, proposta pelo autor: “Marketing Jurídico é a força motora que traça o caminho ético mais efetivo entre os recursos financeiros existentes de um escritório e os objetivos traçados pelos seus sócios”.

Em resumo, neste ponto, trago as mensagens gerais oferecidas pelo autor.

O autor expõe que o objetivo da obra é mostrar aos advogados como fazer marketing efetivo de modo ético, mostrando o passo a passo de todas as ferramentas de resultado que podem ser usadas no dia a dia. Além disso, o livro mostra como o causídico se ilude ao pensar que o Código de Ética é proibitivo na utilização de ações de comunicação atuais.

A seguir, reflete que se trata de uma obra que mostra a dicotomia entre teoria e prática, ética e lucro, realidade e ilusão do mercado atual. Acima disso, é sua expressão de décadas de experiência no setor, onde cada segredo operacional é mostrado claramente e com propriedade definida.

A obra, pode-se dizer, ultrapassa os ensinamentos teóricos e mostra o modo de implantar ações de estruturação, prospecção ética e potencialização, mostrando como lucrar com o escritório e como utilizar todas as possibilidades dentro da esfera do marketing jurídico moderno.

Finalmente, o autor registra que seu desejo aos advogados, é que o que leiam neste livro, ajudem-nos no acirrado mercado advocatício, impulsionando nossas carreiras e escritórios.

Diante do exposto, uma pequena reflexão final do autor:

Aos descrentes, burocratas e depreciadores, agradeço e respeito o contraponto (afinal para existir luz é preciso existir a escuridão) e volto com algumas perguntas que fiz ao longo do livro: Quem é você? Já acabou só de reclamar? O que vai fazer a respeito? Mudança de atitude é o caminho da prosperidade. Bem vindo a sua nova fase. Bom crescimento”.

Enfim, uma leitura indispensável para todo advogado. É preciso inovar sem perder os ideais, reflito. Sejamos, portanto, “novos advogados”, “empresários jurídicos”. Mas não percamos o ideal. Sejamos também “advogados românticos”. O ideal e o pragmatismo podem caminhar juntos, acredito. Por fim, sejamos, então, “advogados românticos empresários”, unindo a arte artesanal e a técnica inovadora na advocacia e, também, com o uso das ferramentas do marketing jurídico.